04/03/2024 | Escrito por Danniki Martin
Tenho pensado no porquê eu tenho obsessão quando o assunto é sobre capacitismo e cheguei à conclusão: Fiquei muitos anos calado, vivi em um espaço onde eu não podia ser eu e me moldei em uma pessoa que as pessoas ao meu redor queria que eu fosse. Obviamente isso tem um preço a pagar, o preço foi caro; o combo da depressão com ansiedade. Não sei se já falei, mas eu tenho o diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de obsessão compulsivo e compulsão alimentar.
É muito ignorante negar que tudo isso se gatilhou na infância, é difícil tratar tudo isso na fase adulta, bem na hora quando a pessoa sente pronta para aceitar e encarar. É complexo a fase adulta, porque as pessoas que ajudam a gatilhar seus traumas se recusam a cooperar na sua “cura”. É complicado, não impossível, seguir em frente com os assuntos inacabados por não ter diálogos saudáveis com os responsáveis pelas sequelas.
Nunca pensei que diria que hoje sou feliz, tenho os gatilhos enraizados no coração como uma flor rosa com seu espinho, o guardião dos males, mas no meu caso é um impedimento para o meu descanso, um respiro da paz.
Sou feliz do meu jeito, da pessoa que sou hoje, dos meus princípios que ainda estão se moldando através de experiências vividas e ouvidas através de relatos de outras pessoas.
Ainda não me amo, não o suficiente, mas sim, sou feliz.